2008 foi um dos anos mais importantes da história da humanidade, é assim que entendo que daqui há algum tempo olharemos para tudo o que ocorreu naquele ano e como ele mudou nossa percepção de futuro.

Segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, devido a grave crise iniciada no mundo por conta da “bolha imobiliária” americana, tanto a mãe natureza quanto o mercado chegaram a um limite e declararam que o modelo hiper consumista em vigência não era mais sustentável, muito menos viável.

Alguns fatores chave conduziram esse novo modelo econômico: as preocupações ambientais, a recessão global, as tecnologias e redes sociais e a redefinição do sentido de comunidade.

Neste mesmo 2008 os Escritórios Compartilhados começaram a se “espalhar” pelo Brasil, e a tornar ainda mais real a teoria da economia compartilhada, que consiste basicamente em 3 fatores principais:

– Mercados de redistribuição: ocorre quando um item usado passa de um local onde ele não é mais necessário para onde ele é. Baseia-se no princípio do “reduza, re-use, recicle, repare e redistribua”.

– Lifestyles colaborativos: baseia-se no compartilhamento de recursos, tais como dinheiro, habilidades e tempo.

  • – Sistemas de produtos e serviços: ocorre quando o consumidor paga pelo benefício do produto e não pelo produto em si. Tem como base o princípio de que aquilo que precisamos não é um CD e sim a música que toca nele, o que precisamos é um buraco na parede e não uma furadeira, e se aplica a praticamente qualquer bem.

Neste sentido, os novos espaços de trabalho chamados de Coworkings ou Escritórios Compartilhados, se encaixam em qualquer dos sistemas acima, uma vez que os mesmos têm como principal objetivo o compartilhamento de espaços, a utilização por meio da redução de custos e a socialização da comunidade que se é criada nestes locais.

No Brasil, até o final de 2017 já éramos mais de 800 escritórios, sendo a maior parte deles – mais de 50%, localizados nas capitais. E em relação ao ano de 2016 o crescimento foi superior aos 100%.

Já para 2018 a expectativa é que o crescimento seja de no mínimo 50%.

Além de escritórios, crescem também a quantidade de diferentes locais de compartilhamento, tais como Cozinhas Industriais, Oficinas de Costura, Marcenarias entre outros.

É fato, portanto, que o compartilhamento veio pra ficar.

É mais barato, mais sustentável e mais viável!

Um abraço e bons negócios!

Rodrigo Amorim

Autor: Rodrigo Amorim

Publicitário e Sócio da Company Working – Escritório Compartilhado.

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